É cruel proposta da Reforma da Previdência do governo Bolsonaro. Ela, na prática, inviabiliza a maioria dos brasileiros de se aposentar e atinge em especial as mulheres.

A medida amplia a idade mínima de aposentadoria para 65 anos no caso dos homens e 62 anos no caso das mulheres. A proposta se estende para trabalhadores do setor privado e também do serviço público.

No caso das professoras/es, a Reforma propõe 60 anos como idade mínima de aposentadoria para homens e mulheres. Hoje, a idade mínima é de 50 e 55 anos para mulheres e homens, respectivamente. Além disso, a PEC da Previdência de Bolsonaro acaba com a aposentadoria especial a qual os professoras e professores têm direito no modelo atual.

Para as trabalhadoras rurais a Reforma aumenta o tempo de contribuição, aumenta a idade mínima, igualando a dos homens.

A Reforma também diminui ainda mais a pensão por morte. A viúva (ou viúvo) vai receber apenas 60% do valor do salário do falecido, subindo 10% por dependente até chegar ao teto. Para receber o salário mínimo integral (atualmente,no valor insuficiente de R$ 998,00) é preciso ter no mínimo 4 dependentes.

Para as idosas e idosos e pessoas com deficiência sem renda, a crueldade do governo é pagar apenas R$ 400,00 de Benefício Prestação Continuada só a partir dos 70 anos.

Percebe-se que o maior ataque desse governo será nas camadas econômicas mais baixas e com um foco dirigido as mulheres trabalhadoras, deixando de lado tudo que recai sobre elas, como o ônus da maternidade e do trabalho doméstico, a chamada dupla jornada e por vezes recebendo salários menores que o dos homens.

Independente e acima de qualquer bandeira é necessário LUTAR CONTRA ESSA REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Nossa resposta para mais esse ataque é a LUTA!

TODOS CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA!
ATO UNIFICADO DO 8 DE MARÇO (sexta-feira):
Concentração a partir das 16h na Estação da Cidadania (Av. Ana Costa, 340, esquina com a Av. Francisco Glicério) e marcha às 19h.